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13 de fevereiro de 2012

 Eu poderia dizer que é estranha a forma como me sinto responsável pelas pessoas. Mas me é puramente familiar, me preocupar com todos, enquanto estou desabando em medos, ou seja lá oque for.
 Gostaria, de verdade, de deixar isso pra tráz.... Mas não é simples assim, sentimentos não se abandona.
 É a monotonia, a promiscuidade da minha vida e as idas e vindas que o sentimento das pessoas são tão claros à meus olhos, quanto os meus são de mistérios à mim mesma.
 E a questão é que quando você finalmente se sente segura com alguém, tem medo. Isso é segurança? Medo de que a felicidade acabe, mas mais medo ainda, de que você ESTRAGUE tudo. De que você magoe a única pessoa do mundo que não quer magoar, a única que pode te fazer feliz, a única da qual você poderia admirar desse instante a eternidade e nunca se cansar...

8 de fevereiro de 2012

Talvez não devesse ser assim. Talvez eu não existisse e nem você. Talvez tivesse que ser, e foi.

 O fim de semana que passamos juntos agora parece extremamente distante. As cartas que trocávamos a alguns anos parecem uma lembrança boa, do que era me sentir segura, mesmo dependendo dele pra quase tudo.
 É ruim quando percebemos, no final das contas, que precisamos aprender a sobreviver sem que "ele" esteja aqui na maior parte do tempo pra nos completar.
 É difícil ter que aceitar a saudade doendo. É pior ainda se sentir incapaz de ser feliz (ao menos um momento) sem ele...
 Talvez não devesse ser assim. Talvez eu não existisse e nem você. Talvez tivesse que ser, e foi.

23 de janeiro de 2012

É difícil, mas quem disse que a vida seria fácil?

 Coisas belas, geralmente são acompanhadas por coisas confusas, detestáveis, que nos dão medo, mas também superáveis. Talvez seja um tipo de motivação pra vivermos.
 Como um jogo... Você supera uma porção de coisas pra ser feliz por alguns momentos (ou vice-versa). As vezes você quer parar, descansar, mas não tem o botão de game-over, nem de pause (ou seja lá oque jogos têm). É vida, simples. É aguentar, ou suportar. Fazer ou tentar. É amar ou detestar. Não há nenhuma opção que se possa ser considerada plausível. Felicidade nada mais é do que amar. E é só.
 As vezes pensamos que a dor não vai passar, ou que vamos nos perder no meio de sentimentos confusos, ou que vamos nos afogar em lágrimas, mas as coisas passam, demoram, mas passam.

 A diferença é que infelicidade é íntegra. É só. Nada de tranquilizante a acompanha.
 Mas felicidade é incompleta ou curta, vem em momentos inesperados e pensamos "isso nunca vai acabar". Lamentavelmente, minutos depois, perdemos o brilho nos olhos, a vontade de cantar, abraçar as pessoas, até de falar. Tudo que queremos é solidão, escuridão, isolamento e achamos que isso é paz, mas não é. Paz é ter controle pra segurar as pontas no meio de uma infelicidade. Mas todo esse controle se perde (ao menos o meu, está se esvaindo).
 Ás vezes eu vejo que minha felicidade poderia se resumir em: IMPORTANCIA.
 As pessoas são ignorantes, esnobes. É oque me desilude de que os bons são maioria. Talvez a impulsividade seja a maioria. Nunca vi alguém se importasse. Importância é tudo que quero, é oque o mundo precisa. E sinceramente, cansa me importar TANTO assim com os outros. TUDO oque eu queria era ESQUECER das pessoas, ser um pouco mais ignorante, dizer um sincero FODA-SE, uma só vez, pra NUNCA mais.